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terça-feira, 12 de novembro de 2013

ZUMBI SOMOS NÓS

ZUMBI SOMOS NÓS! Desde os tempos de menino na escola, aprendemos a história oficial. Uma mentira contada pelas classes dominantes em que o povo sempre tem papel secundário isso quando quase sempre nunca aparece como participante e realizador de sua história. O objetivo desta falácia oficial é nos fazer crer em falsos heróis e estórias da carochinha. O movimento romântico do século XIX no Brasil e no mundo, na sua vertente histórica foi criado para forjar uma identidade nacional e, portanto o ensino de História por aqui em terras tupiniquins idealizou a três etnias formadoras de nossa identidade social e enraizou em nossos corações e mentes um estereótipo pra cada uma deles: o índio, forte, rebelde e guerreiro e que por essa razão nunca escravizado, o negro escravizado, martirizado e passivo diante de sua cruel condição de animal de carga, forte e boçal como uma mula e o português, heróico e desbravador bandeirante que foi o responsável pela civilização destas terras. Identidades e características criadas e divulgadas oficialmente nos livros de história. Para essa interpretação do Estado e com objetivos claros a, história real foi manipula e invertida com propósitos maquiavélicos, nos fazer acreditar na incapacidade, cordialidade e bestialização do povo brasileiro. A figura de Zumbi dos Palmares foi resgatada nos anos 70 por movimentos de luta por igualdade racial e o MNU (Movimento Negro Unificado), propôs uma inversão da história e dos valores, pois nosso herói pela libertação dos negros e escravos já não era branco, loiro e de olhos azuis, como nossa Redentora a Princesa Isabel, mas sim um negro quilombola, guerreiro e uma figura quase mítica de seu povo, pois Ogum um antigo ancestral e orixá africano passara a ser um personagem de carne e osso e na história de Palmares e na luta pela libertação do seu povo, negro e escravo, deveria não só ser ensinado nas escolas, mas também termos em nosso calendário nacional e no panteão de nossos heróis , um herói legítimo e que tinha a nossa cor e também a nossa cara. Por isso estou aqui escrevendo para saudar o povo de Zambi e seu maior libertador e herói: “Zumbi dos Palmares” e reafirmar que sua luta pela liberdade do seu povo não foi em vão e que cabe a cada um de nós dar a continuidade de sua idéia: O negro no Brasil, só será verdadeiramente livre e alcançará a plena e legítima cidadania, através de sua luta por direitos iguais a todos e por justiça social. “Então por isso reafirmo: Zumbi somos todos nós” Profº Marcos Aurélio

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